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Marrokos – Parque das Nações

Entrámos no café Marrokos pelas 18h, para ler o jornal de Sábado e beber um chá de menta…. fomos ficando, ficando e quando demos por nós já passava da meia noite quando saimos de lá. O Marrokos é um café/restaurante obviamente marroquino situado na zona Norte do Parque das Nações, numa zona perfeitamente descaracterizada no meio da selva de betão, com vista para o estacionamento e para os blocos em frente, mas ainda se consegue vislumbrar a torre Vasco da Gama.  O espaço está carregado das típicas referências marroquinas, desde os candeeiros, aos bules e copos, aos bancos, às shishas (que se podem fumar também no local) no entanto o resultado final não é verdadeiramente bem conseguido (excepto o WC que está verdadeiramente espectacular), a televisão a dar a Sport TV também não ajuda nada, e para além disso estava frio (literalmente), o que nunca ajuda a conseguir um espaço verdadeiramente acolhedor.

Aos chás, muito bons, verdadeiramente marroquinos, seguiu-se o crepe de chocolate com gelado, também muito bom. Depois uma pausa, para ler o jornal. Foi então que decidimos então ficar por lá, e revelou-se uma óptima escolha. A cozinha marroquina tem mesmo cozinheiras(os) marroquinos e sem dúvida que desde Marrocos foi a melhor e mais verdadeira refeição marroquina. Para entrada, as beringelas à marroquina, muito boas. Depois, a típica Tagine de frango com limão, acompanha com cuscuz (a única semelhança com o cuscuz do Oliva é apenas nome), muito bom e bem servido com o tempero de limão e especiarias mesmo no ponto. O outro prato, foi para nós uma inovação, a Pastilla (portanto, em português a Pastilha), trata-se de massa folhada recheada com frango e legumes polvilhada com canela. Se a Tagine estava muito boa, a Pastilla estava ainda melhor, aconselhamos realmente.

Durante o jantar ainda fomos brindados com várias sessões de danças orientais, provavelmente será um “bónus” de fim de semana, mas que valoriza o restaurante e ajuda a recriar (ou relembrar) o ambiente oriental. Depois do jantar fomos ficando a usufruir do espectaculo e a degustar mais uns copos de vinho e mais umas imperiais…

Em conclusão, a localização e o espaço são banais, o atendimento trapalhão. A comida é realmente boa, e por si só vale a pena, mas além disso tem a vantagem de depois das 23h se transformar em café/bar, portanto pode-se ficar calmamente a usufruir da experiência oriental (com direito a espectaculo ao fim de semana) e relaxar ao som dos ritmos marroquinos.

Resumo
Custo: valor correcto, na ordem dos 15 euros por pessoa
Comida: muito bom, sem dúvida a melhor comida marroquina desde a viagem a Marrocos
Atendimento:  lento e trapalhão, ou eficiente (conforme a empregada/empregado).

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