Esplanada do Príncipe Real – P. Real

Fazia um frio de rachar, mas fomos corajosos e fomos a uma esplanada. Se existe algo que apreciamos em Lisboa são as suas esplanadas, que dão um colorido muito caracteristico. Se S. Francisco tem os eléctricos e colinas, e a Madeira tem bananas, Veneza canais, e por ai fora…. Lisboa tem as suas esplanadas. Fomos até ao jardim do Príncipe Real, recentemente recuperado, jantar na esplanada do Príncipe Real com um desconto adquirido no Groupon (um óptimo antidoto anti-crise).

Como já se sabe o estacionamento naquela zona é complicado, e das duas uma, ou se chega com tempo para procurar um lugar “ofícial” ou então arrisca-se um lugar mais “imaginativo”, não convém ser imaginativo demais porque existe um patrulhamento agressivo contra o estacionamento abusivo…

A esplanada, pelo menos agora de Inverno, é fechada e com os aquecedores estava-se muito melhor lá dentro do que na rua. O espaço está bem conseguido, acolhedor, à meia luz (com uns candeeiros da moda) e a cereja em cima do bolo é a música jazz ao vivo. O menú vive dos pratos italianos, massas e risottos, bifes e hamburguers, e do peixe grelhado do dia (será que têm sardinhas no Verão?).

O vale do Groupon incluia o couvert, prato principal (excepto o peixe do dia), e dois cocktails. Assim, enquanto usufruiamos do couvert, que consistia em pão, azeitonas e patés, pedimos vinho tinto da casa para empurrar (não inluído no vale mas também não fazia sentido estragar um bom momento a beber água). Os pratos principais que escolhemos foram o Bife à portuguesa e Risotto de tomate seco e manjericão.

A comida estava bastante razoável, o bife não era propriamente à portuguesa, visto que não tinha pitada de pickles,  mas excluindo esse facto, estava bom e com um molho apaladado, pena as batatas fritas congeladas. O Risotto infelizmente estava um pouco cozido demais, com queijo a mais e tomate e manjericão a menos, mas a milhas do último (pseudo) Risotto do Oliva… de salientar também que as porções são adequadas/generosas, que nos deixa sempre mais satisfeitos.

A partir das 23h o ambiente transforma-se de um espaço intimista e acolhedor para um descontraido bar, sendo inclusive possivel fumar, ideal para usufruir dos cocktails que tinhamos direito. Optámos por um Mojito e Passion Mojito e ficámos até mais tarde a aproveitar da música e a relaxar merecidamente depois de uma semana de trabalho.

E foi assim via Groupon, que descobrimos mais um agradável restaurante, bem localizado numa zona típica da cidade. Deverá ser mais interessante a partir da Primavera e no Verão, quando se pode desfrutar a 100% da esplanada e do jardim impecavelmente recuperado.

Custo: 10 euros por pessoa (Groupon + vinho + café), sem o vale Groupon apontamos para os 15 euros de média
Comida: bastante razoável
Atendimento:  simpático, de assinalar que substituiram o vinho da casa que estava esgotado por outro superior mantendo o preço

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Oliva – Parque das Nações

Ontem foi noite de jantar de aniversário de uns amigos e a escolha para a comemoração foi o restaurante Oliva no Parque das Nações. O restaurante Oliva faz parte de uma cadeia explorada pela Jerónimo Martins (sim, o grupo empresarial do Pingo Doce/Feira Nova), é um conceito de inspiração mediterrânica, que além dos típicos pratos italianos tem também cuscuz (infelizmente o menu não avança para além disso).

Fica localizado na Av. dos Oceanos (a dos vulcões de água), no lote 1.06.1.3, como o sistema de numeração da zona é diferente do utilizado no resto no mundo fica a indicação que é mesmo a seguir ao Pav. Atlântico no sentido Lisboa-Sacavém. O Oliva, aliás como a própria zona em que está integrado, é agradável e desafogado, com uma decoração em tons claros e verdes género cantina. Aparentemente durante o dia funciona com tabuleiros no sistema cantina e à noite tem um serviço mais elaborado. Junto à entrada tem um bar que permite usufruir de uma bebida ou um cocktail mais elaborado enquanto se espera que o resto do grupo chegue.

Já com toda a gente agrupada e sentada, na mesa os típicos gressinos, e um pão de alho sem sabor.  Escolhemos Risotto Rosso e Cuscuz Oliva, para entrada Bruschettas e para empurrar a sangria. Passado um pouco lá chegaram as Bruschettas, e dentro da mesma linha do pão de alho, muito fraco, não vamos dizer que foi a pior Bruschetta que comemos na vida porque simplesmente não era uma Bruschetta,  o pão (mini cacete de supermercado) já de si desadequado, então cortado ao meio é tudo menos uma fatia onde assentam os ingredientes, azeite e manjericão nem cheirar, queijo derretido!? enfim, o resultado final é sem sabor e não tem nada a ver com Bruschetta…. avançando para os pratos principais,a tendência foi a mesma, muito fraco (pelo menos segue uma linha coerente). O Risotto mais não era que um arroz de tomate empapado com miolo de camarão congelado, faz parecer o Risotto do Lidl um manjar dos deuses… o cuscuz extremamente seco, não fosse o ananás assado e o caril, seria praticamente intragável porque o pouco frango não tinha molho nenhum. Vimos também pizzas industriais congeladas a serem servidas queimadas, e outros atentados à deliciosa e saudável cozinha mediterrânica. Salvou-se a sangria e as caipirinhas bastante aceitáveis.

Relativamente ao atendimento, apenas temos de referir uma falha no serviço (que de resto foi impecável), um desfasamento muito grande na entrega, visto que já tinha acabado o Risotto quando finalmente chegou o Cuscuz… já o preço ficou em 15 euros por pessoa, que hoje em dia em termos absolutos é um valor muito razoável, mas que em termos de custo benefício, considerando a fraca qualidade geral não é assim tão apelativo.

Em conclusão, valeu sobretudo pelo convivio com os amigos e pelas bebidas. O grupo Jerónimo Martins demonstra que nesta aventura na restauração ainda tem um longo caminho a percorrer e necessita de melhorar urgentemente a qualidade do produto.  Por enquanto, ali na zona do Parque das Nações este é um espaço a evitar visto existerem outras alternativas muito superiores dentro do mesmo tipo de gastronomia.

Custo: 15 euros por pessoa (com sangria)
Comida: mau demais
Atendimento:  simpático e eficiente excepto na entrega desfazada dos pratos

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La Paparrucha – Príncipe Real

Um passeio natalício levou-nos desde o Cais do Sodré ao Príncipe Real com a obrigatória passagem pelo Chiado. As iluminações e as compras de Natal abriram o apetite… numa noite em que muitos restaurantes estavam lotados, encontrámos um porto de abrigo para restaurar forças no La Paparrucha – Parilla Argentina, que é como quem diz uma churrasqueira Argentina.

O restaurante dispõe de uma zona de bar à entrada, passa-se pela zona do grelhador e chega-se a uma de várias salas de refeição (de fora engana e não se tem logo a noção da dimensão do restaurante). O espaço está cuidado e proporciona um ambiente agradável e com algum requinte. Sem dúvida uma mais valia, proporciona uma bonita vista sobre a cidade de Lisboa.

Na refeição, temos desde logo de referir o couvert pela qualidade especialmente umas empanadilhas de carne e queijo muito boas. Como o forte da gastronomia argentina são os pratos de carne e o restaurante é especializado em grelhados de carne, escolhemos a típica Parillada Argentina, que consiste num grelhado de vários tipos de carne de vaca. Os acompanhamentos são escolhidos (e pagos) à parte, e optámos pelos espinafres e batata frita. Para empurrar, cervejas que os preços do vinho são relativamente proibitivos. A carne estava excelente, e pouco mais há a dizer. Verdadeiramente de qualidade, suculenta e no ponto. Tudo o resto é folclore.

A referência habitual para o atendimento,  simpático e sobretudo eficiente, e também para o preço, que é elevado. No entanto claramente aconselhamos o restaurante aos apreciadores de grelhados de carne, visto que seguramente irão ter uma refeição agradável como nós tivemos.

Depois, foi caminhar calmamente de volta até ao Cais do Sodré.

Custo: 30 euros por pessoa (sem vinho), faz juz ao posicionamento elevado do restaurante
Comida: carne excepcional
Atendimento:  eficiente e simpático qb

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