Em busca do bom, bonito e barato!

Categoria: Brasileiro

Eccellenza Lounge – Av. Visconde de Valmor

Eccelenza Lounge

No centro da cidade e aberto até tarde, encontra-se o simpático Eccellenza. Um restaurante com o nome de lounge, que é um conceito em voga nos últimos tempos. Lounge é simplesmente uma sala de estar pública desenhada de forma a oferecer conforto enquanto as pessoas aguardam de forma descontraída, o acontecimento de algum evento, por exemplo no lounge do aeroporto para aguardar voos de ligação.

Entrada pelo piso 0, descemos à cave onde fica a sala, é um ambiente pintado em tons de branco, preto e rosa, com meia iluminação suave e agradável, televisão e som ambiente chill-out. Tem mesas maiores para grupos e mesas mais intimistas que apelam ao romance a dois. Não é o restaurante clássico, não é um bar, é um lounge. Contudo algo falha, e o ambiente longe de ser desagradável, torna-se um pouco frio, demasiado impessoal e sem alma.

Eccelenza Lounge

O forte da oferta do menu são as entradas e massas italianas, mas para quem tem apetite fora de horas, tem também a opção de picanha à discrição por um valor muito razoável, em versão normal ou de alho, ou melhor ainda mix normal/alho com os acompanhamentos normais arroz, feijão preto, salada mista e batata assada embrulhada em papel de alumínio com molho de alho (um toque original que cai bem). E que tal? Bom! Este lounge italiano mesmo a jogar fora ganha a muitos brasileiros no que toca a picanha, apenas perde para os rodízios em termos de variedade de carnes.

O atendimento é simpático e eficiente. Referência também para o preço, não é pEccelenza Loungeropriamente económico pois a picanha a discrição fica por 16 euros por pessoa, a garrafeira é um pouco inflacionada… juntando mais uma entrada ou um cocktail e estamos a falar de um custo por pessoa na ordem dos 30 euros. No entanto este é um restaurante que marca presente em tudo o que é site de promoções, descontos e vouchers, portanto está à distância de um click (ou swipe) conseguir um desconto muito razoável que faz o custo total descer facilmente para a ordem de 20 euros por pessoa.

Em conclusão, é uma aposta segura para um jantar tardio em Lisboa de massas italianas, ou picanha, num ambiente menos industrial que por exemplo um Chimarrão ou Fogo de Chão.

Resumo
Custo: 30 euros por pessoa (20 euros com vouchers ou promoções).
Comida: Boa picanha e acompanhamentos
Atendimento: Simpático e eficiente.

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À Parte – Av. Defensores de Chaves

Mais uma recomendação que recebemos através do formulário, alguns amigos também confirmaram que “sim senhor, merece uma visita”, então nesta procura pelos melhores restaurante ao melhor preço marcámos uma mesa para o restaurante À Parte. Chegados ao restaurante, o caos, um amontoado de pessoas à espera de mesa (pelo que se percebeu na sua maioria com mesa marcada), estando as pessoas à espera praticamente em cima das pessoas que jantavam… meia hora depois propuseram-nos uma mesa exactamente junto à entrada, portanto na zona onde ainda permaneciam pessoas amontoadas à espera e junto também à movimentada copa… lá surgiu a alternativa, na esplanada “onde vocês podem fumar”. Portanto, chegámos às 22h30 e fomos sentádos às 23h numa esplanada em que um aquecedor fracote era insuficiente para manter uma temperatura minimamente agradável numa noite muito gelada… ainda por cima as cadeiras e mesa de jardim em ferro, bonitas mas muito desconfortáveis 🙁

Antes de avançar, gostariamos de lamentar esta política de overbooking que é muito desgradável para os clientes ainda mais quando o restaurante nem sequer tem uma zona de espera onde se possa beber calmamente um aperitivo enquanto se espera. A rever urgentemente.

Desde a entrada à esplanada atravessa-se todo o restaurante que é constituido por uma série de salas e corredores (provavelmente uma casa convertida) decoradas com muito bom gosto e criando ambientes diferentes. Bonito e original.

A refeição propriamente dita, na mesa o normal pão, azeitonas e manteiga. Escolhemos para entrada uma Salada com lulas, e os pratos principais foram Picanha e Risotto de perdiz. A salada estava acima da média, bem apaladada e com as tiras de lulas em quantidade adequada. A Picanha estava mediocre, a carne tipo sola de sapato e morna em vez de quente, faltavam vários ingredientes (banana frita, caldo verde, etc), para um restaurante que o proprietário é de origem brasileira exigia-se muito mais. Já o Risotto de Perdiz foi uma muito agradável surpresa, muito bom o Risotto, como a entrada muito bem apaladado, muito saboroso mesmo, e em quantidade razoável.

Em conclusão, estamos muito divididos relativamente a este restaurante. Claramente é um restaurante da moda, com muitos clientes que vão lá sobretudo por ser da moda ir lá e que provavelmente não se importam de esperar meia hora depois da hora reservada. Sem dúvida que o restaurante é muito bonito, mas  a experiência de comer com casacos na esplanada, também não foi muito positiva.  A refeição também oscilou entre o muito bom e o mediocre.

Portanto, não podemos dizer que é um restaurante muito bom, nem que é mau, no entanto também não podemos dizer que é médio porque não teve nada da mediano (foi ou bom ou mau).

Custo: 25 euros por pessoa
Comida: entre o céu e o inferno
Atendimento:  30 minutos à espera com reserva….depois normal e eficiente

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Armazém da Cachaça – Lapa

Este restaurante brasileiro fica situado na rua S. João da Mata, a mesma rua do Boka de Santo mas um pouco mais acima, aliás há uns meses quando fomos ao Boka de Santo vimos da rua o Armazém da Cachaça e pareceu-nos que valia a pena experimentar. Como se sabe esta zona da cidade, ali por cima de Santos é relativamente complicado estacionar. Dizemos relativamente porque um pouco mais longe ou mais perto, mais imaginativo ou convencional, encontra-se sempre lugar de estacionamento (às vezes por vezes no centro comercial, uma pessoa acaba por andar tanto ou mais), mas enfim, o melhor é contar com uns minutos à procura de estacionamento e cinco minutos a pé até ao restaurante para abrir o apetite (no regresso serve para ajudar a digestão 🙂 ).

Entrando no restaurante, somos brindados com um ambiente muito agradável, com ares de mercearia antiga, exibindo vários artigos originários do Brazil, tudo numa harmonia muito bem conseguida e com banda sonora de Tom Jobim. Muitos furos acima do típico restaurante brasileiro.

As opções do menú são poucas, mas todas elas aparentam ser deliciosas. Enquanto escolhiamos deliciamo-nos com as caipirinhas feitas na hora como manda a lei (sem atalhos na forma de sumo pré-empacotado). Escolhemos a típica Picanha e Camarão bêbado com arroz de açafrão. O tempo de espera pela confecção dos pratos também se passou muito bem, pois como entradas apresentaram, além do típico pão, linguiça em molho de pimentos, patê de camarão com ananás e umas bolinhas fritas com recheio de azeitonas, queijo e frango com queijo. Arrasámos as entradas, não sobrou nada.

Os pratos principais, mais uma vez se distanciam do restaurante brasileiro típico, a picanha é uma porção razoável de carne (não é um monte tipo enfarta brutos) numa apresentação muito bem conseguida com o arroz, feijão, caldo verde, laranja, banana frita e farofa fresca e estaladiça (provavelmente esquecemos algum ingrediente). O Camarão bêbado (de cachaça é claro), também com uma apresentação bem conseguida, o arroz de açafrão rodeado pelo camarão com o molho. Sublinhamos mais uma vez, que a casa aposta claramente mais na qualidade do que na quantidade, mas no entanto as porções são adequadas e no final estavamos muito bem (não tem nada a ver com “nouvelle cuisine”). Na mesma linha das entradas, os pratos também estavam uma delicia e foram alegremente devorados.

Para continuar a disfrutar do jantar, dividimos uma mousse de maracujá e bebemos mais umas caipirinhas sempre ao ritmo calmo de clássicos brasileiros de Jobim e Ellis Regina. Ainda bem que Álvares Cabral descobriu o Brazil…

Em termos de preços, não é propriamente barato, apontamos para uma média de 25 euros por pessoa (depende muito das caipirinhas que se bebe), mas é um daqueles casos em que esquecemos facilmente custo e nos recordamos do belo jantar de Sábado à noite em família.

Concluindo, gostamos bastante. Não é o típico rodízio brasileiro (nem nada que se pareça), a aposta é na qualidade num ambiente bonito, ideal para um calmo jantar a dois. Servem pratos típicos brasileiros com um toque de sofisticação e um atendimento impecável.

Custo médio por pessoa: 25 euros (depende das caipirinhas que se bebe)
Comida: Muito bom
Atendimento: Impecável

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