Restaurantes de tipo ‘Chinês’

Yum Cha Garden – Oeiras

Este foi um restaurante que descobrimos através de uma recomendação via blog,

…restaurante típico chinês de Dim Sum, sabores de Cantão, Macau e Hong Kong…já conquistou o público, na sua maioria macaenses, chineses e portugueses conhecedores da comida verdadeiramente chinesa…O serviço é fantástico, bom ambiente, come-se muito bem e muito económico….

ficámos convencidos, e numa sexta-feira avançámos para Oeiras nessa grande peregrinação diária da cidade para a periferia. Convém ter um GPS ou ver bem o mapa no site www.yumcha.com.pt, porque é um pouco escondido, por outro lado é muito fácil estacionar nas imediações.

O restaurante por fora e por dentro é chinês típico, as bolas vermelhas na entrada, os biombos com os pandas, os quadros com as montanhas e cascatas, etc…mas com uma luz muito forte a reflectir na parede branca que torna os primeiros minutos um pouco desagradáveis. Curiosamente, o serviço revelou-se desde o primeiro instante simpático, e bastante acima da média da comunicação por monossílabos típica dos restaurantes chineses.

Quando chegam os menús, realmente começa a notar-se a diferença anunciada, muitas propostas de Dim Sum, um termo cantonês que se refere a pequenas porções de comida servidas num pequeno prato ou cesto de vapor, portanto mais ou menos o conceito de petisco asiático. Curiosamente o Dim Sum está muito ligado ao Yum Cha (que significa literalmente beber chá), daí o nome do restaurante. Além do Dim Sum, constam também no menú as sopas típicas, o arroz (preparado de várias formas) e vários pratos comuns nos restarantes chineses com a promessa de uma preparação diferente e tradicional.

Optámos por uma sopa e vários pratos de Dim Sum, para acompanhar um fiável Mateus Rosé. As escolhas de Dim Sum, foram mais ou menos efectuadas à sorte, e se os raviolis cozinhados a vapor e o arroz  chao-chao estavam bastante bons, tivemos a infelicidade de escolher vários pratos fritos. No final de contas a refeição tornou-se enjoativa com demasiados fritos. Provavelmente com outro tipo de escolhas teria sido uma experiência mais agradável, no entanto parece-nos (não temos base de comparação) que todos os pratos estavam confeccionados com competência. Para finalizar um pudim de côco, leve e fresquinho (como o rosé) e agradável qb, mas sem ser propriamente uma delícia.

Pelas razões apontadas (inexperiênca na escolhas), esta opinião não é conclusiva, e provavelmente o Yum Cha Garden é uma boa aposta para os apreciadores de Dim Sum, já para os iniciantes como nós, aconselhamos a ponderar bem as escolhas, não exagerar nos pratos fritos (muitos são cozinhados a vapor) e em caso de dúvida perguntar como é a preparação, porque nem todos dão a entender nos nomes que são fritos.

No final o preço é mais elevado que no chinês do costume. E se no global podemos afirmar que foi uma refeição diferente, nem particularmente boa nem má, sem dúvida que preferimos os petiscos nacionais…. mesmo assim um dia que calhe iremos experimentar os pratos que já conhecemos, para comparar relativamente à confecção normal (mais ocidentalizada) ou mesmo, quem sabe tirar a “prova dos nove” ao Dim Sum.

Custo: 15 euros por cabeça
Comida: Dim Sum não convenceu, provavelmente derivado de escolhas incorrectas para o nosso gosto
Atendimento:  bastante acima da média do restaurante chinês do costume

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Wok to Walk – Dolce Vita Monumental

Depois do fiasco que foi o Joshua’s Shoarma, e das várias incursões aos típicos fast-food para despachar almoços que não acrescentam nada a não ser calorias, eis que, numa visita ao Dolce Vita Monumental além das compras, trouxemos material que justifica uma publicação.

Falamos do Wok to Walk, uma novidade em Portugal que mistura em woks, os noodles, vegetais, ingredientes à escolha e molhos num novo conceito de fast-food asiática. Ao modo do Quasi Pronti e clones, no Wok to Walk escolhemos a base, neste caso um dos 6 tipos de noodles disponíveis (Noodles de Ovo, Noodles Integrais, de arroz, etc), os ingredientes que pretendemos de uma variedade de escolhas (conforme se escolhe mais ingredientes vai-se engordando o prato e o preço final) e por fim um dos molhos que vão desde o clássico molho de soja, ao agri-doce, ao picante para os mais aventureiros, etc…

As nossas escolhas são cozinhadas à nossa frente num Wok (pois claro) e passados uns 2 minutos, está pronto para comer no local ou para levar numa daquelas caixas de cartão rectangulares e pauzinhos conforme se vê nos filmes americanos em que os policias estão numa vigia nocturna.

A nossa sugestão: Noodles integrais, com peito de frango, cogumelos e caju, no molho picante. Para beber uma limonada com uma folha de hortelã.  Delicioso e saudável, apenas peca num preço médio um pouco acima da média dos restaurantes Fast-food.

Custo médio por pessoa: 7,5 euros
Comida: Fast-food delicioso e saudável
Atendimento:  Fast-food

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Zhu Shan – Rua Luis de Camões

É o primeiro restaurante chinês a conquistar a entrada no blog, na verdade desde que arrancámos a relatar aqui as nossas experiência gastronómicas já fomos a alguns e trouxemos comida em caixinhas para comer em casa de outros, no entanto como é uma experiência tão normalizada praticamente seria o mesmo do que descrever uma refeição no MacDonalds trocando os hamburgers por chop-soy.  Este é (um pouco) diferente.

O restaurante fica a meio da Luis de Camões (zona de Alcântara), um pouco acima do condomínio Alcântara Residence. A zona é calma mas o estacionamento pode ser um pouco complicado. Chegados, deparamos com a decoração típica para restaurante chinês, os tons de vermelho e dourados e as cadeiras do IKEA chinês (que não sabemos onde fica mas onde todos os restaurantes chineses têm). Mesmo de entre os restaurantes chineses claramente não é dos mais agradáveis em termos de espaço e decoração.

No entanto, este restaurante tem um trunfo na manga que é um menu muito completo e propostas de comida cantonesa. Assim, para além do Chop-soy disto e daquilo e do Pato à Pequim, tem propostas que não se vêm normalmente noutros restaurante chineses. Assim, é claro que optámos por inovar e pedimos pratos que nunca tinhamos experimentado antes. Para entrada, pão chinês com carne e os pratos, frango embrulhado em folha de lótus e gambas com alho no vapor.

O pão chinês com carne era bastante esquisito, muito branco e sem sal e com uma textura muito mais lisa do que o pão normal, estranha-se mas depois entranha-se. Já não podemos afirmar o mesmo do frango em folha de lótus, o sabor é também fora do normal, bem como a carne e o molho, e embora não se possa considerar desagradável não chegou a entranhar-se. Pela positiva as gambas com alho que estavam deliciosas, claramente as melhores gambas que já comemos num restaurante chinês.

Nota negativa para o atendimento, ao contrário do normal no chinês, em que são sempre super despachados, demoraram bastante, a mesa foi posta às prestações e os pratos principais e arroz também chegaram às prestações. Pela positiva, um pouco mais de simpatia (ou menos seco a atendimento) do que o normal.

O preço é razoavel, embora um pouco mais elevado do que o restaurante chinês médio.

Resumindo, trata-se de um restaurante interessante para quem acordar com vontade de comida chinesa, mas que ainda no outro dia comeu chop-soy de frango e  sente-se com coragem para experimentar coisas novas.

Resumo

Custo médio por pessoa: 10 euros por pessoa
Comida: dispõe de bastantes pratos que normalmente não se encontram nos outros chineses
Atendimento: Fraco

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