Categoria: Italiano

Bella Lisa – Elevador Santa Justa

O Bella Lisa, conforme o nome indica é mais um restaurante italiano de Lisboa. A particularidade é a sua localização espectacular, fica no topo do centenário elevador de Santa Justa. A entrada faz-se pelo Largo do Carmo, através do passadiço que leva à entrada do elevador. Tem uma esplanada e uma sala interior. Numa noite fria de Inverno optámos (como todos os outros clientes) pelo conforto do interior. A vista é bonita, mas não é tão arrebatadora como por exemplo do La Paparrucha.

O menú, é o normal dos restaurantes italianos, as pizzas, massas, saladas e alguns pratos de carne e peixe. Optámos pelas típicas pizzas, uma clássica a pizza Diavola e uma mais inovadora de salmão com rúcula. Para acompanhar? Um Lambrusco (o que mais podia ser?). E se até aqui tudo ia bem, quando fomos servidos uma grande desilusão… as criações do Nicola, o pizzaiolo de serviço estavam simplesmente insonsas, uma nota particularmente negativa para a pizza Diavola, não tinha absolutamente nada do característico picante, quente e sabores fortes. Se tivessemos num concurso de identificação de pizzas nunca, mas mesmo nunca diríamos que seria uma pizza Diavola. Nota mais positiva para a pizza de salmão e rúcula, original mas também com falta de condimentos e falta daquele sabor que dá gosto à vida e nos faz voltar. Temos de referir que as pizzas são de dimensões generosas, o que é bom se o jantar for o prelúdio para uma noite de diversão em Lisboa…

Em termos de atendimento, nada a assinalar, simpático e eficiente. O preço, conforme seria expectável é um pouco mais elevado do que o típico restaurante italiano pois acaba-se por pagar a localização privilegiada.

Concluindo, o que safou o jantar foi o Lambrusco, as pizzas não deixaram saudades, o que é pena pois é um espaço bonito numa localização original, e de Verão com a possibilidade de se usufruir da esplanada com ainda mais potencial.

Custo: 25 euros por pessoa
Comida: As pizzas deixaram muito a desejar
Atendimento: Eficiente e simpático

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Guilty by Olivier – Avenida

A última novidade do chef Olivier fica situada na Rua Barata Salgueiro, bem perto da Avenida da Liberdade. Tem um mote “Casual Food with a Twist” que se poderá traduzir para qualquer coisa como “Comida normal com um toque especial”, fomos lá confirmar se tem esse toque especial ou não.

O conceito é relativamente original, é um mix de bar e restaurante. Recriando um ambiente cosmopolita, tem um look industrial com ferro e madeira, o bar, dj e cozinha estão integrados harmoniosamente, mas o toque especial é mesmo a parede lateral forrada com centenas (milhares?) de placas de madeira provenientes de caixas de vinho com os respectivos logotipos. Resultado do mix restaurante/bar existem algumas concessões em termos de funcionalidade, por exemplo a iluminação das mesas é bastante reduzida por forma a não destoar com o bar. No cômputo geral tem de se admitir que o espaço está muito bonito.

O menú é muito simples, pizzas, hambúrgueres e saladas. Para entrada optámos por um carpaccio de polvo, bom e servido em quantidade generosa, o melhor da refeição. Para prato principal, fomos seduzidos pelos hambúrgueres e para acompanhar um clássico dos espaços IN, sangria de espumante. Os hambúrgueres são de boa qualidade, carne de picanha de boa qualidade no pão (mudam os acompanhamentos, recheio e molhos conforme a opção) e guarnição de batata frita. O resultado final? Bastante bom, provavelmente um dos melhores hambúrgueres que tivemos o prazer de devorar.

Nota para o serviço, está mais vocacionado para a eficiência do que propriamente para a simpatia, nota-se que cada elemento é apenas mais um dente da engrenagem e não existe qualquer tipo de esforço para ir um pouco mais à frente do que o serviço tipo linha de montagem.

A pergunta da praxe, aconselham o Guilty? Sim e não. Sim, é um espaço diferente, ideal para um jantar informal e despreocupado entre um grupo de amigos e depois ficar para o bar. Até pode ser que o mais destemido do grupo, teste a sua capacidade e aceite o desafio Guilty, que consiste em comer o hambúrguer Guilty todo, se conseguir é oferta da casa e poupa 50 euros. O não, não recomendamos a ida a este restaurante, para um jantar calmo, ou romântico ou para quem não gosta de música ou ambientes agitados. É necessário considerar também que embora apresente a assinatura Olivier, não é propriamente um espaço Gourmet, afinal estamos a falar de pizzas, hambúrgures e saladas…

O preço é um pouco elevado, mas acaba por não ser proibitivo.

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Custo: 25 euros por pessoa
Comida: Pizzas, hambúrgueres e saladas, boa qualidade
Atendimento: Eficiente mas pouco simpático

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Gemelli – S. Bento

As expectativas eram muito altas, um restaurante de autor com as melhores recomendações por tudo o que é Internet revistas e jornais:  «um dos melhores (senão o melhor) restaurantes italianos do país», «incontornável», «parabéns ao chef Augusto Gemelli», etc., etc. Infelizmente não podemos partilhar da mesma opinião…. foi uma grande desilusão. De seguida o relato completo.

O restaurante fica na Rua Nova da Piedade, na esquina com a R. São Bento uns 50 metros acima do Café de S. Bento (aquela zona parece que não nos traz sorte). Sobe-se umas escadinhas para o 1º andar e deparamos com um espaço bonito. Nada a apontar, tem todas as comodidades e requintes de um restaurante topo de gama. O estacionamento na zona sem ser fácil também não é propriamente uma missão impossivel.

A proposta era simples, um menu de degustação composto por couvert, entrada, prato principal e sobremesa à escolha do chef.

E se o couvert era simplesmente pão da melhor qualidade em azeite e vinagre balsâmico, o que cai sempre bem, já a entrada era composta por uma salada com nozes e extra sal, que não acrescentava nada. Mas, o ponto mais baixo foi mesmo o risotto de cogumelos com molho de ostras… pela primeira vez na vida fomos obrigados a pedir que trocassem por outra coisa qualquer. E se à primeira tentativa não correu lá muito bem, à segunda foi pouco melhor. Novamente um risotto que não aqueceu nem arrefeceu, aliás tal era a desilusão que já não nos recordamos do que era…. um risotto do Lidl ou do Risogallo, daqueles de trazer por casa são bem melhores.

Nota também para o preço proibitivo da garrafeira, em que a salvação para uma carteira normal, é o vinho a copo, depois é tentar dosear o valioso néctar refeição dentro… de assinalar também o facto curioso de termos sido brindados pelo casal da mesa ao lado por uma das “maiores lavagens de roupa suja” a que já assistimos, no mínimo insólito.

Em conclusão, uma das maiores desilusões de sempre, com a refeição muitos furos abaixo do esperado.  Não há volta a dar, por melhor que seja o atendimento ou o design do espaço, não justifica de todo nem o preço, nem tão pouco uma nova visita.

Custo: 35 euros por pessoa minimo, depois depende do vinho que se escolhe
Comida: uma grande desilução
Atendimento:  imaculado

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