Etiqueta: beringelas recheadas

Jardim dos Sentidos – Praça da Alegria

Desta vez algo totalmente novo, um restaurante vegetariano. Vageando pela cidade e depois de entrar e sair de 2 restaurantes indianos cheios (crise? qual crise), demos de caras com o Jardim dos Sentidos. Embora seja a primeira visita de sempre a um restaurante vegetariano, não somos propriamente virgens nestas andanças (vá lá inexperientes) visto várias vezes em casa confecionamos pratos vegetarianos.

O resturante fica na Rua da Mãe d’Água que é a rua que sobre da a Praça da Alegria para o Príncipe Real, portanto não espere tréguas no estacionamento e a melhor aposta será deixar o carro no primeiro buraco que encontrar ou nos parques de estacionamento da Av. da Liberdade. Entrando, o lobby é uma pequena loja de produtos naturais e biológicos, depois vem o restaurante e por fim um páteo com esplanada. O espaço no seu geral está razoavelmente agradável, provavelmente o ideal será a esplanada no Verão.

A mesa que nos foi indicada foi mesmo em frente à cozinha o que deu cabo do conceito zen/holístico da coisa (com os barulhos normais da culinária em série a 2 metros a sobreporem-se ao som da música)… o menú parece-nos o normal para um restaurante vegetariano, com um número de opções razoável,  vários pratos vegan (para os verdadeiramente fanáticos 🙂 ), seitan, tofu, condimentos e vegetais com fartura.

As nossas escolha foram as “Espetadinhas Místicas”, espetadas de seitan, tofu, vegetais e ananás, “Broa de Milho Recheada” com tofu, nabiças e farinheira de soja e “Beringela Recheada” que é gratinada com vegetais e o típico queijo Mozzarela. A comida no seu geral estava boa, embora uma certa disparidade entre os pratos. As espetadas eram o elo mais fraco, apenas o ananás dava um colorido diferente, a broa de milho estava boa e a beringela recheada uma delicia que fazia aceitar alegremente a condição temporária de vegetarianos.

O atendimento foi competente, nem propriamente simpático e acolhedor nem tão pouco antipático. O preço pode-se considerar adequado, rondando os 15 euros por pessoa. O sentimento no final foi neutro, provavelmente não iremos voltar em breve, não porque o restaurante seja mau ou excessivamente caro, muito menos derivado de qualquer preconceito com comida vegetariana, mas sim gostariamos de ir a outros vegetarianos para ter um termo de comparação.

Foi uma experiência que não fez esquecer os prazeres da carne.

Custo médio por pessoa: 15 euros
Comida: Razoável / Bom (alguma diferença de qualidade nos pratos)
Atendimento: Competente

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Tapadinha – Calçada da Tapada

Depois de uma semana intensa, em que a jornada de Sexta-feira em vez de acabar às 19h acaba às 21h30, nada melhor do que começar o fim de semana com um bom jantar fora. Convém, com o adiantar da hora, escolher um dos vários restaurantes abertos até tarde que existem em Lisboa, sob pena de darmos por nós pressionados pelas horas.

O restaurante escolhido para cumprir a missão de saciar o estômago e a alma (um pouco) fora de horas foi o Tapadinha. O Tapadinha é o restaurante russo mais antigo de Lisboa e será que resiste ao teste do tempo? A resposta curta: sim. Para a resposta longa é continuar a ler 🙂

A localização é na calçada da Tapada, mesmo por baixo da ponte 25 de Abril, e tem um grande parque de estacionamento mesmo em frente. Lá dentro a decoração baseada em tons de preto e vermelho e posters da terra dos czares. Mais intimista e à meia luz no rés do chão (um ambiente romântico ou conspirativo género Outubro Vermelho), a cave é mais apropriada para jantares de grupo com mesas maiores.

O menú tem várias entradas que nos pareceram muito interessantes, mas bastou o couvert para nos entreter enquanto se espera pelo prato principal, as beringelas recheadas óptimas, bem como o paté de queijo freco e o pão escuro. Para prato principal, escolhemos o frango Kiev e o prato de peixe do dia, gratinado de Salmão, para acompanhar um Mateus Rosé bem fresquinho.

Ambos os pratos têm um óptima apresentação e quantidade. A comida estava deliciosa e tem sempre aquele toque exótico, quer seja pela inclusão de frutos vermelhos, trigo ou outro ingrediente típico do leste. Os mais aventureiros têm à disposição os bifes tártaros e afins, nós não quisemos arriscar tanto na escolha. O vinho rosé foi uma óptima combinação.

Nota negativa, para o atendimento, sempre um pouco atabalhoado e ineficiente… os empregados não serão jovens demais (vários aparentam menos de 18 anos) ? Também de referir que não servem vinho a copo o que obriga sempre a mandar vir uma garrafa. O preço é ajustado tendo em conta a qualidade/quantidade dos pratos principais.

Resumo

Custo médio por pessoa: 20 euros por pessoa
Comida: Excelente
Atendimento: Atabalhoado

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