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Armazém da Cachaça – Lapa

Este restaurante brasileiro fica situado na rua S. João da Mata, a mesma rua do Boka de Santo mas um pouco mais acima, aliás há uns meses quando fomos ao Boka de Santo vimos da rua o Armazém da Cachaça e pareceu-nos que valia a pena experimentar. Como se sabe esta zona da cidade, ali por cima de Santos é relativamente complicado estacionar. Dizemos relativamente porque um pouco mais longe ou mais perto, mais imaginativo ou convencional, encontra-se sempre lugar de estacionamento (às vezes por vezes no centro comercial, uma pessoa acaba por andar tanto ou mais), mas enfim, o melhor é contar com uns minutos à procura de estacionamento e cinco minutos a pé até ao restaurante para abrir o apetite (no regresso serve para ajudar a digestão 🙂 ).

Entrando no restaurante, somos brindados com um ambiente muito agradável, com ares de mercearia antiga, exibindo vários artigos originários do Brazil, tudo numa harmonia muito bem conseguida e com banda sonora de Tom Jobim. Muitos furos acima do típico restaurante brasileiro.

As opções do menú são poucas, mas todas elas aparentam ser deliciosas. Enquanto escolhiamos deliciamo-nos com as caipirinhas feitas na hora como manda a lei (sem atalhos na forma de sumo pré-empacotado). Escolhemos a típica Picanha e Camarão bêbado com arroz de açafrão. O tempo de espera pela confecção dos pratos também se passou muito bem, pois como entradas apresentaram, além do típico pão, linguiça em molho de pimentos, patê de camarão com ananás e umas bolinhas fritas com recheio de azeitonas, queijo e frango com queijo. Arrasámos as entradas, não sobrou nada.

Os pratos principais, mais uma vez se distanciam do restaurante brasileiro típico, a picanha é uma porção razoável de carne (não é um monte tipo enfarta brutos) numa apresentação muito bem conseguida com o arroz, feijão, caldo verde, laranja, banana frita e farofa fresca e estaladiça (provavelmente esquecemos algum ingrediente). O Camarão bêbado (de cachaça é claro), também com uma apresentação bem conseguida, o arroz de açafrão rodeado pelo camarão com o molho. Sublinhamos mais uma vez, que a casa aposta claramente mais na qualidade do que na quantidade, mas no entanto as porções são adequadas e no final estavamos muito bem (não tem nada a ver com “nouvelle cuisine”). Na mesma linha das entradas, os pratos também estavam uma delicia e foram alegremente devorados.

Para continuar a disfrutar do jantar, dividimos uma mousse de maracujá e bebemos mais umas caipirinhas sempre ao ritmo calmo de clássicos brasileiros de Jobim e Ellis Regina. Ainda bem que Álvares Cabral descobriu o Brazil…

Em termos de preços, não é propriamente barato, apontamos para uma média de 25 euros por pessoa (depende muito das caipirinhas que se bebe), mas é um daqueles casos em que esquecemos facilmente custo e nos recordamos do belo jantar de Sábado à noite em família.

Concluindo, gostamos bastante. Não é o típico rodízio brasileiro (nem nada que se pareça), a aposta é na qualidade num ambiente bonito, ideal para um calmo jantar a dois. Servem pratos típicos brasileiros com um toque de sofisticação e um atendimento impecável.

Custo médio por pessoa: 25 euros (depende das caipirinhas que se bebe)
Comida: Muito bom
Atendimento: Impecável

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