Etiqueta: hamburguer

Great American Disaster – Marquês de Pombal

great-american-disasterO Great American Disaster é um restaurante americano tipo diner clássico dos anos 60 com um menu a condizer à base de hambúrgueres, bifes e pizzas. A entrada é um pouco estranha, entalado entre 2 bancos um mini-centro comercial com todas as lojas fechadas (à hora de almoço a história deve ser outra) sobe-se umas escadas e lá se dá com o restaurante.

O espaço oferece uma vista agradável sobre a rotunda do marquês, temos direito ao clássico chão aos quadrados pretos e brancos é às cadeiras ou poltronas em vinil (conforme o local em que se fica). Um espaço agradável? Nem por isso, barulho e luz excessivamente agressiva tiram a qualidade de vida ao espaço.

Do menu, vieram hambúrgueres e batidos. Pela descrição e pelos ingredientes, esperava-se um dos melhores nacos de carne picada entre o pão, mas infelizmente não foi o caso…. a carne meio cozida meio grelhada, o pão empapado num molho aborrecido e desinteressante. Terá sido um erro de casting ou um descuido da cozinha? Pelos vistos não, pois o outro hambúrguer que chegou à mesa vinha com os mesmos pecados capitais. Numa palavra: desilusão. O bom? Os batidos, mesmo ao estilo americano, doces e espessos, uma delicia.

Resumindo, bem no centro de Lisboa um diner americano com preços razoáveis, seria uma boa aposta… no entanto, os hamburgueres foram mesmo um “Grande Desastre Americano”, em comparação um BigMac ou um Whopper alcançariam o estatuto de gourmet. Se merece uma segunda oportunidade, esquecendo os hamburgueres e tentando as pizzas? Talvez um dia, quando o tempo apagar estas memórias.

Resumo
Custo: 15 euros por pessoa
Comida: hamburgueres muito maus, batidos muito bons
Atendimento: Despersonalizado e um pouco descuidado

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Guilty by Olivier – Avenida

A última novidade do chef Olivier fica situada na Rua Barata Salgueiro, bem perto da Avenida da Liberdade. Tem um mote “Casual Food with a Twist” que se poderá traduzir para qualquer coisa como “Comida normal com um toque especial”, fomos lá confirmar se tem esse toque especial ou não.

O conceito é relativamente original, é um mix de bar e restaurante. Recriando um ambiente cosmopolita, tem um look industrial com ferro e madeira, o bar, dj e cozinha estão integrados harmoniosamente, mas o toque especial é mesmo a parede lateral forrada com centenas (milhares?) de placas de madeira provenientes de caixas de vinho com os respectivos logotipos. Resultado do mix restaurante/bar existem algumas concessões em termos de funcionalidade, por exemplo a iluminação das mesas é bastante reduzida por forma a não destoar com o bar. No cômputo geral tem de se admitir que o espaço está muito bonito.

O menú é muito simples, pizzas, hambúrgueres e saladas. Para entrada optámos por um carpaccio de polvo, bom e servido em quantidade generosa, o melhor da refeição. Para prato principal, fomos seduzidos pelos hambúrgueres e para acompanhar um clássico dos espaços IN, sangria de espumante. Os hambúrgueres são de boa qualidade, carne de picanha de boa qualidade no pão (mudam os acompanhamentos, recheio e molhos conforme a opção) e guarnição de batata frita. O resultado final? Bastante bom, provavelmente um dos melhores hambúrgueres que tivemos o prazer de devorar.

Nota para o serviço, está mais vocacionado para a eficiência do que propriamente para a simpatia, nota-se que cada elemento é apenas mais um dente da engrenagem e não existe qualquer tipo de esforço para ir um pouco mais à frente do que o serviço tipo linha de montagem.

A pergunta da praxe, aconselham o Guilty? Sim e não. Sim, é um espaço diferente, ideal para um jantar informal e despreocupado entre um grupo de amigos e depois ficar para o bar. Até pode ser que o mais destemido do grupo, teste a sua capacidade e aceite o desafio Guilty, que consiste em comer o hambúrguer Guilty todo, se conseguir é oferta da casa e poupa 50 euros. O não, não recomendamos a ida a este restaurante, para um jantar calmo, ou romântico ou para quem não gosta de música ou ambientes agitados. É necessário considerar também que embora apresente a assinatura Olivier, não é propriamente um espaço Gourmet, afinal estamos a falar de pizzas, hambúrgures e saladas…

O preço é um pouco elevado, mas acaba por não ser proibitivo.

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Custo: 25 euros por pessoa
Comida: Pizzas, hambúrgueres e saladas, boa qualidade
Atendimento: Eficiente mas pouco simpático

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Café do Rio – Rua da Alfândega

O Café do Rio, é uma hamburgueria gourmet que abriu à relativamente pouco tempo em Lisboa. O adjectivo “gourmet” é algo que nos últimos tempos nos leva a desconfiar, pela forma como é usado e abusado por estabelecimentos e produtos perfeitamente banais como uma mera artimanha de valorização sem qualquer correspondência à realidade.  Será este o caso e mais vale ir ao MacDonalds? Foi o que fomos descobrir…

Situado na rua da Alfândega, junto ao Campo das Cebolas, provavelmente onde outrora existiria mais uma antiga tasca à moda portuguesa, nota-se que o espaço foi remodelado com bom gosto e o resultado final é agradável, tons claros, lustres bonitos, uma parede rústica aproveitando a traça antiga. O senão? As mesas demasiado próximas umas das outras e a interferência dispensável no ambiente da televisão.

O menú é composto por uma enorme variedade de hambúrgueres, para todos os gostos e feitios desde o típico de carne de vaca com queijo até aos hambúrgueres de inspiração cultural, o hambúrguer japonês (com picante Wasabie e alga Wakame), indiano (com molho indiano Massala), mexicano, parisiense, nova-iorquino, etc… apresentando também várias opções vegetarianas e de peixe! Com tantas opções pode tornar-se complicado para os indecisos…

Escolhemos o hambúrguer Millet, uma opção vegetariana à base de trigo, e o hambúrguer  Mediterrânico, com carne de vaca biológica, queijo, cogumelos grelhados, rodelas de tomate e cebola. Para beber optámos pelo vinho tinto a copo (é com prazer que verificamos que há cada vez mais estabelecimento a aderirem a esta modalidade). Ambos os pratos têm boa apresentação, com o arroz thai a acompanhar os hambúrgueres, os molhos e condimentos a conjugarem muito bem. Ambos estavam muito bem conseguidos, e se opções não faltam, efectivamente qualidade também não. As porções são adequadas, por vezes o conceito Gourmet também está associado a quantidades reduzidas, mas não é o caso aqui no Café do Rio.

A referência habitual para o atendimento, competente e simpático (nada a assinalar) e para o preço justo, considerando a qualidade podemos considerar até económico os 14 euros por pessoa (pontualmente um pouco menos, em função das bebidas e sobremesas) de média.

Em conclusão, a resposta à pergunta, se mais vale ir ao MacDonalds? Nem pensar, semelhanças são meras coincidências…. Sem dúvida que é um dos melhores sitios para comer hambúrgueres em Lisboa. Recomendado.

Custo: 14 euros por pessoa (bom, bonito e com um preço muito razoável)
Comida: boa qualidade e variedade impressionante de opções
Atendimento:  competente e simpático

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