Etiqueta: Maigret de pato

SuperCaliFragilistic ‎- Alfama

Mias um restaurante proveniente das sugestões, este com um nome esquisito provenientemente de um antigo musical da Disney. Situado na Rua dos Remédios n38 no castiço bairro de Alfama, e com página no Facebook onde podemos ver fotos, o menú e adicionar o restaurante ao nosso grupo de amigos.

Visto que está numa zona fechada ao trânsito, já se sabe que o carro tem de ficar cá para baixo junto ao rio, ali preferencialmente entre Santa Apolónia e o Museu do Fado, e depois é necessário caminhar uns 5 minutos para lá chegar.

O espaço que se define como uma “Tasca Atípica” tem uma decoração um pouco caótica, com mesas e cadeiras diferentes, zonas de iluminação e paredes com cores diferentes e elementos de decoração desconexos uns dos outros. O resultado final é diferente do normal, e não sendo espectacular tem um certo charme low budget que deixa os clientes à vontade  (pena o pó à vista aqui e ali…), e os tons à meia luz e a música convidam a ficar.

Como o espaço e a decoração o menú também é imaginativo e caótico. As entradas propostas são várias e muito boas, provámos o hummus, pasta de azeitonas e pão,  endivia com ricotta, bombons de farinheira (muito bons os bombons). Como se não fosse suficiente, ainde pedimos um salmão no espeto e milho de frito que nos acompanhou durante toda a refeição.

Para prato principal, o magret de pato, que acompanha também com milho frito e esparregado, que estava bom mas não estava espectacular. A nossa companhia de jantar avançou para um sashimi de salmão que tivemos oportunidade de provar, e que estava algo esquisito, o salmão dava ideia que era fumado e não super fresco como é fundamental nos crús. Tudo isto foi bem acompanhado por muita conversa e duas garrafas de vinho tinto.

Já com pouca barriga para as sobremesas, mesmo assim fizemos o sacrifício (NOT)  para efectuar um relato completo aqui no blog. Experimentámos (sim, é o termo correcto) 2 sobremesas diferentes de tudo o que normal.  A sopa de morangos que consiste numa taça de sopa com morangos envolvidos numa calda/molho de morango quente e uma bola de gelado cremoso no centro, vale a pena sem dúvida. E o Kashmir, uma sobremesa reservado aos mais destimidos, uma grande confusão de sabores, especiarias (inclusive picantes) num resultado final muito diferente, contudo agradável.

Nota para o preço, um tudo nada acima da média, com um custo médio a rondar os 25 euros por pessoa. Atenção, que se estiver a pensar ir lá, terá de ir com as notas no bolso, porque não aceitam dinheiro de plástico, o que nos dias que correm é um incómodo que não se justifica.

Em resumo, é uma opçao válida ali na zona de Alfama, faz parte de uma nova oferta na zona para além dos típicos restaurantes de fados para turistas. O forte na nossa opinião são as entradas e as sobremesas, mas quem procurar algo mais consistente também encontra no menú. Apreciámos o facto de se pode ficar até mais tarde,  terminar a refeição e o vinho tranquilamente e usufruir sem pressa.

Custo: 25 euros por pessoa. Não aceita multibanco.
Comida: entradas e sobremesas muito boas. Pratos principais razoáveis.
Atendimento:  simpático

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Afreudite – Parque das Nações

Sábado à noite, sem o miúdo em casa, é uma oportunidade a não perder de levar a cara metade a jantar fora, com o sossego merecido e a dose romântica que, de tempos a tempos, sabe bem reavivar. Por isso, rumámos ao Afreudite.

O Afreudite é um daqueles restaurantes que teria tudo para ser um excelente local para impressionar uma miúda, não fosse a sua localização, numa zona desprovida de qualquer carácter, bem como o ínfimo espaço entre mesas (que não convida a maiores intimidades na conversa). O restaurante é conceptual e o desafio é enlouquecer os casais sensaborões, chocar com a originalidade do menú, prometer um fim de noite mais feliz.

Começámos com uma misteriosa mescla de frutos secos e sementes (que afinal não passou de uma promessa) e uns patês  agradáveis e honestos. O bom senso apela à tolerância e, por isso, o excitação, magret de pato com frutos silvestres,  foi competentemente servido e por isso bem recebido, bem como o lombo ao narciso, ambos regados com um também competente vinho do Douro, o Quinta das Hortênsias. Em relação a este último, tendo em conta as opções, a escolha acabou por recair no preço mais sensato da lista.

Por fim, o bolo de chocolate  com frutos silvestres foi, no meio de tanta sobriedade, o pagamento de uma promessa, que não parecia chegar… A conta assusta, 7 euros por uma sobremesa na nossa opinião é perfeitamente desadequado. Enfim, uma noite com as emoções guardadas para o fim.

No dia de S. Valentim que se aproxima não temos duvidas que estará cheio, mas na nossa opinião existem por essa cidade muitas casas que oferecem uma relação custo/beneficio muito melhor e igualmente interessantes para um jantar romântico.

Custo médio por pessoa: 35 euros (assusta)
Comida: Interessante
Atendimento: Competente

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People and Food – Campo Pequeno

Isto já começa a ser um clássico neste blog. O plano era ir a um sitio e acabamos por ir a outro, mas bem vistas as coisas é assim a vida, um conjunto gigante de acasos, descobertas, causas e consequências… passando aos factos. O plano era aproveitar a bela noite de Verão e jantar ali numa das esplanadas do Campo Pequeno, a questão é que havia uma festa qualquer da Fiat e estava uma bela confusão. No regresso ao carro estava ali aquele restaurante/cafetaria mesmo à mão e decidimos experimentar. E em boa hora decdimos experimentar.

O espaço é relativamente amplo, onde predominam  os tons brancos sem cair no ambiente “lounge” e está claramante adaptado para trabalhar de dia como cafetaria e à noite como restaurante. É um local sem dúvida agradável, mas que falta ali qualquer coisa. Passando ao mais importante a refeição em si. As entradas são simples, pão e manteiga, embora com o toque de servirem pão integral e pão branco. De assinalar que o menu é bastante variado, desde saladas, massas, grelhados, etc.  Escolhemos o maigret de pato e o peito de frango recheado com espinafres, para acompanhar cerveja em forma de imperial e vinho tinto servido a copo (é com satisfação que cada vez mais restaurantes servem vinho a copo, ultrapassando o velho estigma de taberna). Os pratos estavam deliciosos, ambos muito bem confeccionados e condimentados, quer o pato quer o frango recheado vinham servidos com cogumelos selvagens (a cereja por cima do bolo) e levaram-nos por uma agradável viagem de sabores. A quantidade era adequada, bem servido, mas não propriamente enfarta brutos. Note-se como no prato de frango, mesmo sem batatas, massa ou arroz (os acompanhamentos considerados habituais) uma pessoa fica completamenta satisfeita.

O preço é bastante acessivel, e considerando todos os factores (em especial é claro a refeição) pode-se considerar uma relação custo-benefício espectacular.

Resumo

Custo médio por pessoa: 15 euros por pessoa
Comida: Muito bom
Atendimento: Simpático

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