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À Parte – Av. Defensores de Chaves

Mais uma recomendação que recebemos através do formulário, alguns amigos também confirmaram que “sim senhor, merece uma visita”, então nesta procura pelos melhores restaurante ao melhor preço marcámos uma mesa para o restaurante À Parte. Chegados ao restaurante, o caos, um amontoado de pessoas à espera de mesa (pelo que se percebeu na sua maioria com mesa marcada), estando as pessoas à espera praticamente em cima das pessoas que jantavam… meia hora depois propuseram-nos uma mesa exactamente junto à entrada, portanto na zona onde ainda permaneciam pessoas amontoadas à espera e junto também à movimentada copa… lá surgiu a alternativa, na esplanada “onde vocês podem fumar”. Portanto, chegámos às 22h30 e fomos sentádos às 23h numa esplanada em que um aquecedor fracote era insuficiente para manter uma temperatura minimamente agradável numa noite muito gelada… ainda por cima as cadeiras e mesa de jardim em ferro, bonitas mas muito desconfortáveis 🙁

Antes de avançar, gostariamos de lamentar esta política de overbooking que é muito desgradável para os clientes ainda mais quando o restaurante nem sequer tem uma zona de espera onde se possa beber calmamente um aperitivo enquanto se espera. A rever urgentemente.

Desde a entrada à esplanada atravessa-se todo o restaurante que é constituido por uma série de salas e corredores (provavelmente uma casa convertida) decoradas com muito bom gosto e criando ambientes diferentes. Bonito e original.

A refeição propriamente dita, na mesa o normal pão, azeitonas e manteiga. Escolhemos para entrada uma Salada com lulas, e os pratos principais foram Picanha e Risotto de perdiz. A salada estava acima da média, bem apaladada e com as tiras de lulas em quantidade adequada. A Picanha estava mediocre, a carne tipo sola de sapato e morna em vez de quente, faltavam vários ingredientes (banana frita, caldo verde, etc), para um restaurante que o proprietário é de origem brasileira exigia-se muito mais. Já o Risotto de Perdiz foi uma muito agradável surpresa, muito bom o Risotto, como a entrada muito bem apaladado, muito saboroso mesmo, e em quantidade razoável.

Em conclusão, estamos muito divididos relativamente a este restaurante. Claramente é um restaurante da moda, com muitos clientes que vão lá sobretudo por ser da moda ir lá e que provavelmente não se importam de esperar meia hora depois da hora reservada. Sem dúvida que o restaurante é muito bonito, mas  a experiência de comer com casacos na esplanada, também não foi muito positiva.  A refeição também oscilou entre o muito bom e o mediocre.

Portanto, não podemos dizer que é um restaurante muito bom, nem que é mau, no entanto também não podemos dizer que é médio porque não teve nada da mediano (foi ou bom ou mau).

Custo: 25 euros por pessoa
Comida: entre o céu e o inferno
Atendimento:  30 minutos à espera com reserva….depois normal e eficiente

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Armazém da Cachaça – Lapa

Este restaurante brasileiro fica situado na rua S. João da Mata, a mesma rua do Boka de Santo mas um pouco mais acima, aliás há uns meses quando fomos ao Boka de Santo vimos da rua o Armazém da Cachaça e pareceu-nos que valia a pena experimentar. Como se sabe esta zona da cidade, ali por cima de Santos é relativamente complicado estacionar. Dizemos relativamente porque um pouco mais longe ou mais perto, mais imaginativo ou convencional, encontra-se sempre lugar de estacionamento (às vezes por vezes no centro comercial, uma pessoa acaba por andar tanto ou mais), mas enfim, o melhor é contar com uns minutos à procura de estacionamento e cinco minutos a pé até ao restaurante para abrir o apetite (no regresso serve para ajudar a digestão 🙂 ).

Entrando no restaurante, somos brindados com um ambiente muito agradável, com ares de mercearia antiga, exibindo vários artigos originários do Brazil, tudo numa harmonia muito bem conseguida e com banda sonora de Tom Jobim. Muitos furos acima do típico restaurante brasileiro.

As opções do menú são poucas, mas todas elas aparentam ser deliciosas. Enquanto escolhiamos deliciamo-nos com as caipirinhas feitas na hora como manda a lei (sem atalhos na forma de sumo pré-empacotado). Escolhemos a típica Picanha e Camarão bêbado com arroz de açafrão. O tempo de espera pela confecção dos pratos também se passou muito bem, pois como entradas apresentaram, além do típico pão, linguiça em molho de pimentos, patê de camarão com ananás e umas bolinhas fritas com recheio de azeitonas, queijo e frango com queijo. Arrasámos as entradas, não sobrou nada.

Os pratos principais, mais uma vez se distanciam do restaurante brasileiro típico, a picanha é uma porção razoável de carne (não é um monte tipo enfarta brutos) numa apresentação muito bem conseguida com o arroz, feijão, caldo verde, laranja, banana frita e farofa fresca e estaladiça (provavelmente esquecemos algum ingrediente). O Camarão bêbado (de cachaça é claro), também com uma apresentação bem conseguida, o arroz de açafrão rodeado pelo camarão com o molho. Sublinhamos mais uma vez, que a casa aposta claramente mais na qualidade do que na quantidade, mas no entanto as porções são adequadas e no final estavamos muito bem (não tem nada a ver com “nouvelle cuisine”). Na mesma linha das entradas, os pratos também estavam uma delicia e foram alegremente devorados.

Para continuar a disfrutar do jantar, dividimos uma mousse de maracujá e bebemos mais umas caipirinhas sempre ao ritmo calmo de clássicos brasileiros de Jobim e Ellis Regina. Ainda bem que Álvares Cabral descobriu o Brazil…

Em termos de preços, não é propriamente barato, apontamos para uma média de 25 euros por pessoa (depende muito das caipirinhas que se bebe), mas é um daqueles casos em que esquecemos facilmente custo e nos recordamos do belo jantar de Sábado à noite em família.

Concluindo, gostamos bastante. Não é o típico rodízio brasileiro (nem nada que se pareça), a aposta é na qualidade num ambiente bonito, ideal para um calmo jantar a dois. Servem pratos típicos brasileiros com um toque de sofisticação e um atendimento impecável.

Custo médio por pessoa: 25 euros (depende das caipirinhas que se bebe)
Comida: Muito bom
Atendimento: Impecável

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Maracanã – Rua Pinheiro Chagas

O restaurante Maracanã fica na zona do Saldanha e acaba por ser uma das poucas alternativas na zona aos fast-foods existentes nas caves dos vários centros comerciais da redondeza. Está claramente mais vocacionado para os almoços mas também servem jantares até relativamente tarde,  relativamente porque como se sabe infelizmente o centro urbano de Lisboa basicamente funciona ao ritmo do cartão de ponto dos escritórios e se apartir das 20h praticamente não se vê vivalma encontrar um “tasco” aberto neste tipo de zona (tirando o centro comercial) às 21h é uma proeza.

Deixando de parte as considerações urbanisticas, o Maracanã é um espaço enorme (daí talvez o nome do maior estádio do Brazil) com várias salas, cave, café, esplanada, etc… ficámos na sala do restaurante no pico terreo um ambiente simples e descontraido ao estilo cervejaria. A ementa é bastante completa e com várias incursões em pratos brasileiros. Escolhemos a picanha e para empurrar umas imperiais. Como não estávamos com muita fome pedimos apenas uma dose, e ainda bem que o fizemos porque vinha muito bem servido. Além de bem servido, é também de assinalar que estava razoávelmente bom.

A relação preço qualidade é também muito razoável, e embora considerando que partilhamos uma dose, um preço médio de 10 euros por pessoa é perfeitamente possivel. Uma nota ainda para o atendimento, fomos atendidos por um empregado, assim um pouco “lunático” com o Benfica, mas mesmo assim eficiente e com uma simpatia particular.

Resumindo, se estiver na zona e pretender comer bem num ambiente perfeitamente despretensioso.

Resumo

Custo médio por pessoa: 10 euros por pessoa
Comida: Bom
Atendimento: Simpático (por vezes um pouco estranho, mas ok)

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