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Gemelli – S. Bento

As expectativas eram muito altas, um restaurante de autor com as melhores recomendações por tudo o que é Internet revistas e jornais:  «um dos melhores (senão o melhor) restaurantes italianos do país», «incontornável», «parabéns ao chef Augusto Gemelli», etc., etc. Infelizmente não podemos partilhar da mesma opinião…. foi uma grande desilusão. De seguida o relato completo.

O restaurante fica na Rua Nova da Piedade, na esquina com a R. São Bento uns 50 metros acima do Café de S. Bento (aquela zona parece que não nos traz sorte). Sobe-se umas escadinhas para o 1º andar e deparamos com um espaço bonito. Nada a apontar, tem todas as comodidades e requintes de um restaurante topo de gama. O estacionamento na zona sem ser fácil também não é propriamente uma missão impossivel.

A proposta era simples, um menu de degustação composto por couvert, entrada, prato principal e sobremesa à escolha do chef.

E se o couvert era simplesmente pão da melhor qualidade em azeite e vinagre balsâmico, o que cai sempre bem, já a entrada era composta por uma salada com nozes e extra sal, que não acrescentava nada. Mas, o ponto mais baixo foi mesmo o risotto de cogumelos com molho de ostras… pela primeira vez na vida fomos obrigados a pedir que trocassem por outra coisa qualquer. E se à primeira tentativa não correu lá muito bem, à segunda foi pouco melhor. Novamente um risotto que não aqueceu nem arrefeceu, aliás tal era a desilusão que já não nos recordamos do que era…. um risotto do Lidl ou do Risogallo, daqueles de trazer por casa são bem melhores.

Nota também para o preço proibitivo da garrafeira, em que a salvação para uma carteira normal, é o vinho a copo, depois é tentar dosear o valioso néctar refeição dentro… de assinalar também o facto curioso de termos sido brindados pelo casal da mesa ao lado por uma das “maiores lavagens de roupa suja” a que já assistimos, no mínimo insólito.

Em conclusão, uma das maiores desilusões de sempre, com a refeição muitos furos abaixo do esperado.  Não há volta a dar, por melhor que seja o atendimento ou o design do espaço, não justifica de todo nem o preço, nem tão pouco uma nova visita.

Custo: 35 euros por pessoa minimo, depois depende do vinho que se escolhe
Comida: uma grande desilução
Atendimento:  imaculado

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Esplanada do Príncipe Real – P. Real

Fazia um frio de rachar, mas fomos corajosos e fomos a uma esplanada. Se existe algo que apreciamos em Lisboa são as suas esplanadas, que dão um colorido muito caracteristico. Se S. Francisco tem os eléctricos e colinas, e a Madeira tem bananas, Veneza canais, e por ai fora…. Lisboa tem as suas esplanadas. Fomos até ao jardim do Príncipe Real, recentemente recuperado, jantar na esplanada do Príncipe Real com um desconto adquirido no Groupon (um óptimo antidoto anti-crise).

Como já se sabe o estacionamento naquela zona é complicado, e das duas uma, ou se chega com tempo para procurar um lugar “ofícial” ou então arrisca-se um lugar mais “imaginativo”, não convém ser imaginativo demais porque existe um patrulhamento agressivo contra o estacionamento abusivo…

A esplanada, pelo menos agora de Inverno, é fechada e com os aquecedores estava-se muito melhor lá dentro do que na rua. O espaço está bem conseguido, acolhedor, à meia luz (com uns candeeiros da moda) e a cereja em cima do bolo é a música jazz ao vivo. O menú vive dos pratos italianos, massas e risottos, bifes e hamburguers, e do peixe grelhado do dia (será que têm sardinhas no Verão?).

O vale do Groupon incluia o couvert, prato principal (excepto o peixe do dia), e dois cocktails. Assim, enquanto usufruiamos do couvert, que consistia em pão, azeitonas e patés, pedimos vinho tinto da casa para empurrar (não inluído no vale mas também não fazia sentido estragar um bom momento a beber água). Os pratos principais que escolhemos foram o Bife à portuguesa e Risotto de tomate seco e manjericão.

A comida estava bastante razoável, o bife não era propriamente à portuguesa, visto que não tinha pitada de pickles,  mas excluindo esse facto, estava bom e com um molho apaladado, pena as batatas fritas congeladas. O Risotto infelizmente estava um pouco cozido demais, com queijo a mais e tomate e manjericão a menos, mas a milhas do último (pseudo) Risotto do Oliva… de salientar também que as porções são adequadas/generosas, que nos deixa sempre mais satisfeitos.

A partir das 23h o ambiente transforma-se de um espaço intimista e acolhedor para um descontraido bar, sendo inclusive possivel fumar, ideal para usufruir dos cocktails que tinhamos direito. Optámos por um Mojito e Passion Mojito e ficámos até mais tarde a aproveitar da música e a relaxar merecidamente depois de uma semana de trabalho.

E foi assim via Groupon, que descobrimos mais um agradável restaurante, bem localizado numa zona típica da cidade. Deverá ser mais interessante a partir da Primavera e no Verão, quando se pode desfrutar a 100% da esplanada e do jardim impecavelmente recuperado.

Custo: 10 euros por pessoa (Groupon + vinho + café), sem o vale Groupon apontamos para os 15 euros de média
Comida: bastante razoável
Atendimento:  simpático, de assinalar que substituiram o vinho da casa que estava esgotado por outro superior mantendo o preço

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Oliva – Parque das Nações

Ontem foi noite de jantar de aniversário de uns amigos e a escolha para a comemoração foi o restaurante Oliva no Parque das Nações. O restaurante Oliva faz parte de uma cadeia explorada pela Jerónimo Martins (sim, o grupo empresarial do Pingo Doce/Feira Nova), é um conceito de inspiração mediterrânica, que além dos típicos pratos italianos tem também cuscuz (infelizmente o menu não avança para além disso).

Fica localizado na Av. dos Oceanos (a dos vulcões de água), no lote 1.06.1.3, como o sistema de numeração da zona é diferente do utilizado no resto no mundo fica a indicação que é mesmo a seguir ao Pav. Atlântico no sentido Lisboa-Sacavém. O Oliva, aliás como a própria zona em que está integrado, é agradável e desafogado, com uma decoração em tons claros e verdes género cantina. Aparentemente durante o dia funciona com tabuleiros no sistema cantina e à noite tem um serviço mais elaborado. Junto à entrada tem um bar que permite usufruir de uma bebida ou um cocktail mais elaborado enquanto se espera que o resto do grupo chegue.

Já com toda a gente agrupada e sentada, na mesa os típicos gressinos, e um pão de alho sem sabor.  Escolhemos Risotto Rosso e Cuscuz Oliva, para entrada Bruschettas e para empurrar a sangria. Passado um pouco lá chegaram as Bruschettas, e dentro da mesma linha do pão de alho, muito fraco, não vamos dizer que foi a pior Bruschetta que comemos na vida porque simplesmente não era uma Bruschetta,  o pão (mini cacete de supermercado) já de si desadequado, então cortado ao meio é tudo menos uma fatia onde assentam os ingredientes, azeite e manjericão nem cheirar, queijo derretido!? enfim, o resultado final é sem sabor e não tem nada a ver com Bruschetta…. avançando para os pratos principais,a tendência foi a mesma, muito fraco (pelo menos segue uma linha coerente). O Risotto mais não era que um arroz de tomate empapado com miolo de camarão congelado, faz parecer o Risotto do Lidl um manjar dos deuses… o cuscuz extremamente seco, não fosse o ananás assado e o caril, seria praticamente intragável porque o pouco frango não tinha molho nenhum. Vimos também pizzas industriais congeladas a serem servidas queimadas, e outros atentados à deliciosa e saudável cozinha mediterrânica. Salvou-se a sangria e as caipirinhas bastante aceitáveis.

Relativamente ao atendimento, apenas temos de referir uma falha no serviço (que de resto foi impecável), um desfasamento muito grande na entrega, visto que já tinha acabado o Risotto quando finalmente chegou o Cuscuz… já o preço ficou em 15 euros por pessoa, que hoje em dia em termos absolutos é um valor muito razoável, mas que em termos de custo benefício, considerando a fraca qualidade geral não é assim tão apelativo.

Em conclusão, valeu sobretudo pelo convivio com os amigos e pelas bebidas. O grupo Jerónimo Martins demonstra que nesta aventura na restauração ainda tem um longo caminho a percorrer e necessita de melhorar urgentemente a qualidade do produto.  Por enquanto, ali na zona do Parque das Nações este é um espaço a evitar visto existerem outras alternativas muito superiores dentro do mesmo tipo de gastronomia.

Custo: 15 euros por pessoa (com sangria)
Comida: mau demais
Atendimento:  simpático e eficiente excepto na entrega desfazada dos pratos

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