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Jardim do Marisco – Jardim do Tabaco

O mundo dos descontos não se resume apenas ao Groupon, também existe o Lets Bonus, e foi com um papel (perdão…cupão) na mão deste site que chegámos a este restaurante. No valor de 35 euros podiamos consumir 70 euros do menú.

O Jardim do Marisco, fica situado na Doca do Jardim do Tabaco, junto a Santa Apolónia do lado do rio. O estacionamento é fácil pois a Doca tem parque próprio. Trata-se obviamente de um restaurante de mariscos, mas pelo menos à noite tem tudo menos o típico ambiente de marisqueira. É muito mais calmo, sem televisão, mas muito escuro (demasiadamente escuro na nossa opinião), praticamente sem luzes, a iluminação é assegurada apenas por umas colunas a gás que cumprem mal a função de iluminação, além disso tambem não cumpriam no aquecimento da ampla sala de mármore, pois estava frio. Provavelmente o objectivo será criar um ambiente intimista e romântico, no entanto não resulta….imagine-se encasacado por causa do frio, com dificuldade em ver a sua companhia e com o martelo do marisco não mão… pois…. é tudo menos um cenário romântico.

Na mesa, para petiscar avançámos para as Ameijoas à Bolhão Pato, estavam boas mas mal servidas, uma Sapateira que se destacava claramente pela positiva, Camarão de Espinho (aquele tipo mini-camarão), e Percebes.  Como fomos com o intuito de comer marisco, continuámos no mesmo registo e a escolha foi fácil, o Pratão de Mariscos, trata-se basicamente uma selecção de mariscos com um pouco de tudo, desde Ostras, Percebes, Lagosta, Camarão,  Sapateira, Caranguejo, etc… e na verdade se em termos de quantidade facilmente consideramos adequada, já na qualidade alguns dos mariscos não se apresentavam tão frescos como o desejado. Obviamente que tudo isto foi muito bem acompanhado pelo vinho branco fresquinho (BSE), pão, tostas e manteiga. No final para “sobremesa” uma Salada de Polvo Vinagrete, absolutamente mediana e os Mexilhões à Espanhola que estavam realmente bons e se destacaram pela positiva.

Nota também positiva para o atendimento, eficiente e simpático e além disso  “aturaram-nos” até bastante tarde e não fomos pressionados para sair. Menção negativa para o preço, que teria subido para valores muito altos não fosse o desconto utilizado. Obviamente que estamos a levar em conta que uma mariscada não é propriamente uma refeição barata, mas comparando com outras opções dentro do género os preços podiam ser menos pesados para a carteira.

Resumindo, não saimos mal, mas também não saimos especialmente bem impressionados, particularmente em termos da relação custo/qualidade. Poderá eventualmente ser uma opção válida durante o Verão para usufruir da esplanada à beira-rio.

Custo: acima da média dentro do género, vai disparando conforme se vai consumindo marisco
Comida: algum marisco não estava especialmente fresco
Atendimento:  eficiente e simpático qb

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Paixão dos Petiscos – Torres de Lisboa

Mais uma volta, mais um restaurante, as crianças não pagam mas também não vão. Agora mais a sério…. depois da incursão nos petiscos asiáticos, chega a vez dos petiscos portugueses, pela mão do Paixão dos Petiscos, curiosamente também via sugestão no site (pelos vistos o pessoal dos petiscos anda aí em força).

Este restaurante fica na R. Alexander Fleming 9, ali na zona das Laranjeiras para quem não conhece o local  o melhor ponto de referência são as Torres de Lisboa, depois é questão de seguir pela R. Tomás da Fonseca até junto ao viaduto por baixo do Eixo Norte-Sul.  Pela positiva de ser afastado do centro da cidade, o estacionamento é bastante fácil.

O espaço é mais ou menos como a zona, relativamente incaracteristico, não é feio mas também não é propriamente bonito, trata-se daquele género de prédio sem história nem alma em que a única coisa que muda relativamente ao prédio do lado é o número da porta. Tem uma sala perfeitamente banal na zona do balcão, depois uma sala mais à meia luz reservada para grupos gran

ºdes e uma esplanda (o que é óptimo para os fumadores). Digamos que é um espaço familiar que não compromete mas também não envolve.

O verdadeiro ponto de interesse neste restaurante surge quando nos entregam o menú, que é composto por dezenas de petiscos, desdes os mais típicos e castiços aos mais inovadores.  Um conceito inovador especialmente derivado da quantidadade de propostas disponíveis, em contraponto com a “meia dúzia” de petiscos que as tascas à moda antiga dispõem.

Seleccionámos vários petiscos, conforme os nossos gostos e um pouco à sorte. Para acompanhar vinho branco da casa a copo (é mais uma taça…) ao preço imbatível de 0,95 euros. As azeitonas e o pão não podiam faltar enquanto na cozinha tratam dos petiscos, de assinalar que o cesto de pão é uma mistura de pão de qualidade com outras fatias mais comuns, um estratagema dispensável para poupar uns centimos.

A refeição (que nunca seria aconselhada por nenhum nutricionista…) foi então composta por uma salada de polvo, o pica pau e uma dose de batatas fritas, farinheira com ovos e espargos e o queijo assado. Pela positiva temos de destacar exactamente o queijo assado, delicioso e bem servido apenas . A salada de polvo e o pica pau também estavam bons mas não ao mesmo nível. A farinheira com ovos e espargos foi o elo mais fraco, embora também estivesse razoável, merecia um pouco mais de farinheira e espargos e menos ovos. Para finalizar a refeição um semi-frio “Capricho de caramelo” bastante aceitável.

No final, a conta é uma surpresa muito agradável, desde as entradas, aos petiscos, às bebidas e sobremesas todos os items têm um preço muito razoável de maneira que a soma final é obviamente também muito razoável. Um ponto muito positivo nos tempos que correm.

As considerações do costume relativas ao atendimento, que é um pouco atascasdo e atabalhoado mas simpático, aliás de salientar que ficámos bastante para lá da hora de fecho e nunca fomos pressionados para sair.

Em conclusão é uma boa aposta para quem gosta de petiscos, e quer variar da tasca do bairro (ou a tasca do bairro já não existe ou já não vive no bairro), ou petiscar num ambiente menos atascado que a tasca do bairro. Também poderá ser uma boa opção para grupos visto que há petiscos para todos os gostos e feitios, e tem uma relação custo benefício muito boa.

Custo: média de 12.5 euros, vinho a copo e alguns petiscos com preços formidáveis
Comida: bons petiscos
Atendimento:  atascado, mas simpático

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Páteo – Rua do Açúcar

O Páteo fica na Rua do Açícar, uma paralela à Av. Infante D. Henrique, junto aos silos da Nacional. Um pouco à frente  do restaurante alentejano D’Avis. E foi com o intuito de ir ao D’Avis que saimos de casa mas estava reservado para uma festa…. e assim chegámos ao Páteo. Refira-se que naquela zona estaciona-se praticamente à porta sem dificuldade nenhuma.

A casa é bastante espaçosa e recria um típico páteo Alfacinha, género daqueles que se vêm nos filmes portugueses a preto e branco. A ideia está bem conseguida, mas à noite a iluminação poderia estar mais agradável e o próprio espaço torna-se frio na medida do amplo espaço e da iluminação muito clara. Tem um espaço especial para fumadores que acaba por ser mais aconchegador (pelo menos à noite).

Escolhemos um prato que é anunciado como uma especialidade da casa, a broa de bacalhau com grelos e vinho branco da casa. Enquanto esperávamos, fomo-nos entretendo com uma salada de polvo que estava bastante boa. Não tivemos de esperar muito até chegar o bacalhau, e realmente temos de admitir que é uma especialidade da casa, trata-se de uma broa cortada em que é retirado o miolo que é misturado com o bacalhau e os grelos e depois tudo é servido na própria broa. O resultado final é muito bom e recomenda-se, além da qualidade também se tem de destacar a quantidade, no menú é indicado para 2 pessoas, mas nós éramos 3 (bom, 2 e meio vá lá) e chegou e sobrou.

O atendimento foi impecável, eficaz e simpático. Um estabelecimento como estes o atendimento poderia facilmente cair no pretensiosismo, mas felizmente não é o caso. Relativamente ao preço, é mais para cima do que para baixo, apontamos para a média de 20 euros por pessoa. No entanto (pelo menos na broa de bacalhau) é justificado pela qualidade e quantidade.

Se iremos lá voltar? Para comer à “antiga portuguesa” broa com bacalhau seguramente, provávelmente poderemos arriscar outros pratos mas o custo sobe e pode não compensar da mesma maneira.

Resumo

Custo médio por pessoa: 20 euros
Comida: Quantidade e qualidade
Atendimento: Eficiente e simpático

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